Todo mundo já ouviu falar no Trópico de Capricórnio. Uma linha imaginária ao redor do globo delimitando a Zona Tropical do planeta junto ao Trópico de Câncer – o irmão do Hemisfério Norte.
O que todos deveriam saber é que seguir o seu caminho pela América do Sul vai revelar paisagens fantásticas além da oportunidade de vivenciar a cultura dos povos sul-americanos. Um pouco de sorte, e paciência, podem até brindar o olhar atento com um condor lá no alto.
O trajeto de aproximadamente 3.000 kms separa a costa tropical do Atlântico da beleza áspera no encontro do Pacífico gelado e a costa pedregosa, marrom, de terras consideradas entre as mais áridas do mundo. Por lá, dizem, existem locais onde nunca choveu.
Para quem gosta de natureza e aventura o roteiro é cheio de atrativos. Picos nevados, rios caudalosos, salares e matas tropicais. E mais, a Grande São Paulo de 18 milhões de habitantes, culturas intermináveis de soja e o desolado El Chaco, versão castelhana do nosso Pantanal, que se esparrama pelo Paraguai e norte da Argentina.
Na Cordilheira dos Andes, os mais afoitos podem arriscar um passeio no domínio das neves eternas, a mais de 6.000 m de altitude. Um 4x4 de confiança, piloto idem, pode chegar a um dos pontos mais altos que se pode alcançar de automóvel no planeta: o passo da Abra del Acay, onde o altímetro acusa 4.985 m sobre o nível do mar.
Entre Ubatuba, na costa paulista, e a Punta Tetas, litoral norte do Chile, a rota estabelecida pela latitude 23o 27’ S é um convite tentador para arrumar a bagagem, preparar a caranga e cair na estrada.
E tem mais um detalhe. Pode ser numa praça de cidade ou diante de uma casinha no meio das montanhas, onde o último carro passou há mais de uma semana. Se quiser, você vai conseguir conversar com qualquer um.
A Expedição Trópico de Capricórnio
Planilhas
Pé na estrada.